CFC mantém assento no colegiado que cria ações para combater a corrupção eleitoral

Por Fabrício Santos
Comunicação CFC

Brasília – Formado por entidades da sociedade civil, organizações sociais e religiosas, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) elegeu, na última quarta-feira (20), a nova diretoria para um mandato de três anos. O indicado pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) para compor a diretoria do Movimento é o conselheiro Haroldo Santos Filho.

“As expectativas para iniciar esse trabalho são as melhores possíveis, porque mantivemos essa vaga designada para o CFC e tivemos uma atuação muito importante do conselheiro Miguel Ângelo, que por mais de dez anos contribuiu com as ações em parceria com o Movimento ”, avalia Haroldo.

O CFC vem participando ativamente das ações idealizadas pelo MCCE. Desde o segundo semestre de 2018, a entidade apoia o movimento “Unidos Contra a Corrupção”,  que visa a busca de compromisso dos candidatos políticos com a adesão ao conjunto de 70 propostas de combate à corrupção.

Haroldo lembra, ainda, que muita coisa precisa ser feita para que não ocorra o desequilíbrio no processo eleitoral. Ele alerta que esse processo, que acontece a cada dois anos em mais de 5.500 municípios, e precisa ser constantemente vigiado e observado. “A cada ano, o MCCE se aperfeiçoa para combater a corrupção, mas, por outro lado o crime também se aperfeiçoa”, esclarece.

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) é o movimento social que promoveu importantes mudanças na legislação eleitoral brasileira com a mobilização social que originou a primeira lei de iniciativa popular do País, a Lei n.º 9.840/1999, que criminalizou a prática de compra e venda de votos. Também é responsável pela conquista da Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de quem tenha sofrido condenações criminais em âmbito colegiado. Mais de 3 milhões de brasileiros assinaram esses projetos, que viraram leis.

Sobre a parceira entre as duas entidades, o conselheiro reafirma: “a participação do CFC no Movimento é fundamental porque trabalhamos com controle social, complaince e transparência, ou seja, tudo a ver com a vocação do Conselho Federal”.

Os diretores da secretaria executiva eleitos para um mandato de três anos (2019-2022) foram Luciano Santos, representando o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB) e o Centro Santo Dias de Direitos Humanos (CSDDH), Haroldo Santos Filho (CFC) e Melillo Diniz do Nascimento (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB).