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Palestra sobre Cultura inclusiva reúne representantes de vários segmentos da sociedade

Por Natália Farias
Comunicação CRCPE – Cobertura especial do XII ENMC

A luta pela igualdade de direitos foi tema de discussão, na tarde desta quinta-feira (12), no segundo dia o XII Encontro Nacional da Mulher Contabilista, que acontece em Porto de Galinhas, onde mulheres de vários segmentos da sociedade deram voz ao painel “Cultura Inclusiva: mitos e verdade – abre alas que eu quero passar”.

O debate foi coordenado pela vice-presidente de Controle Interno do CFC, Lucilene Florêncio Viana e os participantes puderam interagir com a secretária-adjunta da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, Roseane Freitas; a Juíza Federal Titular do 10º Juizado Especial do Rio de Janeiro, Angelina de Siqueira Costa; a representante da Organização Não governamental Mães Pela Diversidade, Andrea Carvalho; e a conselheira do CFC, Maria Constança Carneiro Galvão, mulheres inspiradoras na luta pelos direitos femininos.

O tema “Pessoa com Deficiência (PcD)” foi abordado pela secretária de Direitos Humanos Roseane Lima. Segundo ela, “muitas pessoas criam ideias que não correspondem à realidade sobre as PcDs, retirando direitos fundamentais delas. É preciso vencer não só as barreiras físicas, mas, as da atitude”, alertou.

A luta pela igualdade foi amplamente discutida pela representante da ONG Mães Pela Diversidade, Andrea Carvalho. A organização que tem como lema “Tire seu preconceito do caminho, queremos passar com nosso amor”, apresentou dados preocupantes que fazem o Brasil ocupar o primeiro lugar no mundo em mortes de LGBTs. “O Brasil registra uma morte por homofobia a cada 23 horas”, disse. A palestrante reforçou que as políticas públicas precisam ser mais efetivas para a garantia dos direitos humanos. “O Supremo Tribunal Federal tornou a homofobia e a transfobia crimes. Mas, precisamos ter mais empatia, mais amor pelo próximo”, refletiu.

A Juíza Federal, Angelina Siqueira, abordou sobre políticas de informação para a inclusão de afrodescendentes a partir de uma nova compreensão da diversidade cultural. “Precisamos dar atenção a atual situação em que vive esse grupo na sociedade brasileira. A desigualdade entre brancos e negros existe e precisa ser trabalhada”, avalia.

Com bom humor, a conselheira do CFC, Maria Constança Galvão, fez um relato emocionante sobre sua trajetória profissional na vida classista. Ela, que venceu um câncer, deu dicas de como chegar na “melhor idade” com saúde e disposição. “É preciso manter-se sempre ativa, ter foco e saber onde queremos chegar, ser proativa, buscar novas oportunidades e sempre estar de bem com a vida”.

Os participantes do painel tiveram uma tarde de grandes reflexões que merecem ser discutidas em todas as classes sociais. O XII Encontro termina amanhã. Para conferir a programação do último dia clique aqui.

SOBRE O ENMC

Em busca de espaço e de voz na classe contábil, o Conselho Federal de Contabilidade idealizou o Encontro Nacional da Mulher Contabilista. Do primeiro evento realizado no Rio de Janeiro (RJ) (1991), passando por Salvador (BA) (1992), Maceió (AL) (1999), Belo Horizonte (MG) (2003), Aracaju (SE) (2005), Florianópolis (SC) (2007), Vitória (ES) (2009), Caldas Novas (GO) (2011), Santos (SP) (2013), Foz do Iguaçu (PR) (2015) e Gramado (RS) (2017), a proposta sempre foi discutir temas da área contábil e de interesse geral, com destaque ao empoderamento feminino. A 12ª edição do Encontro , que traz o lema ‘’Empreendedorismo, Inovação e Sensibilidade: conduzindo revoluções’’, conta com uma variada programação técnica, atrações artísticas e talk show, e está sendo preparada para receber um público estimado em 1.200 pessoas, entre personalidades renomadas da área contábil, empresários, profissionais, estudantes, professores e autoridades governamentais. Na pauta, temas como tecnologia, compliance e governança serão destaques entre as discussões.