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Quarta edição do projeto Conexão Educa e Aprende aborda “Mercado Educacional em tempos de pandemia”3 minutos de leitura

Por Amanda Oliveira

Comunicação CFC

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC), em parceria com a Associação Interamericana de Contabilidade (AIC), realizou, no dia 26 de março, a quarta edição do projeto Conexão Educa e Aprende. O encontro virtual, que teve como tema “Mercado educacional em tempo de pandemia, contou com a presença do pró-reitor de graduação da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), professor doutor Lincoln Tavares Silva, do diretor-presidente da Fucape Business School, professor doutor Valcemiro Nossa, do reitor da Faculdade de Ciências Econômicas e Administração da Universidade da República, sediada no Uruguai, professor doutor Jorge Xavier, e do reitor da Faculdade de Ciências Contábeis da Pontifícia Universidade Católica do Peru, professor doutor José Carlos Dextre.

Durante a abertura do evento, o vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do CFC, contador Aécio Prado Dantas Júnior, pontuou os desafios do setor educacional frente à pandemia de Covid-19 e deixou uma mensagem para o público. “As instituições de ensino superior estão buscando uma equação entre romper as dificuldades, realizar investimentos necessários e garantir o retorno financeiro, tudo isso sem deixar de lado a qualidade do ensino. Sendo assim, gostaria de conclamar a todos os profissionais de contabilidade, em especial aos professores, para que tragam mais colegas para fazer parte dessa enorme conexão de ensino e aprendizagem”.

Na ocasião, os docentes compartilharam as experiências vividas em suas respectivas instituições. Para o professor doutor Valcemiro Nossa, diretor-presidente da Fucape Business School, o novo cenário acelerou o processo de transformação digital. “As instituições precisam revisitar o seu foco de atuação e incluir no plano estratégico essas perspectivas para atender aos novos paradigmas. O modelo híbrido de ensino é uma tendência. Não basta querer transformar a aula presencial em virtual. Precisamos ter novas formas de interação, de ensinar e despertar os alunos para conseguir efetivar o aprendizado. Para isso, devemos buscar tecnologias e metodologias adequadas”.

Tendo em vista a diversidade socioeconômica e de acesso à internet entre os estudantes, o professor doutor Lincoln Tavares Silva, pró-reitor de graduação da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), explica que, neste contexto, as universidades públicas passam por um processo diferente das demais. “As medidas de enfrentamento tiveram que ser amplamente discutidas com a comunidade acadêmica. Efetuamos diversas ações necessárias para a adaptação dos alunos, visando dirimir evasões, retenções e prorrogações exageradas no tempo de permanência na universidade, pois isso implica no orçamento. A condução interna e externa dessas demandas é desempenhada pelo reitor que faz a ponte com o governo”.

Em meio às novas práticas e ferramentas, os educadores ressaltaram a importância de valorizar o fator humano na aprendizagem. “Adaptação é a palavra chave. Essa geração passa por uma mudança de mentalidade. Sabemos que a tecnologia seguirá avançando, mas devemos considerar que o aspecto humanístico está implícito na formação de qualquer profissional. Nosso grande desafio é manter a essência humana frente a toda evolução”, disse o professor doutor José Carlos Dextre, que também é reitor na Faculdade de Ciências Contábeis da Pontifícia Universidade Católica do Peru.

Para a contadora Maria Clara Cavalcante Bugarim, presidente da AIC e da Academia Brasileira de Ciências Contábeis (Abracicon), o projeto “Conexão Educa e Aprende” reúne os docentes para uma construção coletiva. “Precisamos discutir temas de relevância para a formação dos nossos alunos, pois amanhã eles serão o grande produto que disponibilizamos para o mercado. A nossa grande intersecção é a qualidade no exercício profissional e o programa tem o viés provocativo de reflexão”, revelou.

O debate foi mediado pelo conselheiro e coordenador adjunto da Comissão de Ensino do CFC, professor mestre, Elias Dib Caddah Neto, e pelo presidente de Comissão Técnica Interamericana de Educação da AIC, professor doutor Mario Ernesto Diaz Duran.